EFEMadrid

Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet garantiu neste sábado, em Madrid, em Espanha, que a mudança climática é a maior ameaça atual para os direitos humanos.

A representante da ONU fez a declaração durante a Cimeira Global de Clima e Saúde, evento organizado em conjunto com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no marco da realização da Cimeira do Clima (COP25).

"A saúde humana é um direito, e a mudança climática afeta mais a saúde dos vulneráveis, de mulheres e as crianças. Temos factos, não falamos de ideias. Sete milhões de pessoas morrem por ano, devido à poluição. Os políticos precisam analisar os factos e tomar as decisões", garantiu a chilena.

Maria Neira, responsável da OMS pelos setores de saúde pública e meio ambiente, também participou da mesa de debate com Bachelet e destacou da multidão exposta aos problemas provocados pelas gestões climáticas e ambientas.

"É preciso dizer aos negociadores que parem com o carbono, com os combustíveis fósseis, que melhorem o planeamento das cidades, provocam o transporte sustentável, façam bons investimentos. Por que não reagem?", indagou.

Bachelet destacou ainda a importância de que sejam criadas alianças fortes em toda a sociedade para cobrar e conseguir as mudanças, principalmente, com os jovens.

"É preciso falar às pessoas de soluções e esperanças, é o que mobiliza a sociedade. Não apenas falar do apocalipse e pedir a sua ajuda. Que mudemos os padrões de consumo, para que também mudem os padrões de produção", concluiu a Alta Comissária da ONU.