EFEWashington

O primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Minnis, elevou esta sexta-feira de 30 a 43 o número provisório de mortos causados pelo impacto do furacão Dorian ao passar pelo arquipélago no último fim de semana, informa a imprensa local.

"A perda de vidas que estamos a registar é catastrófica e devastadora", afirmou Minnis em comunicado, no qual reconheceu que muitas pessoas continuam desaparecidas e que o número de falecidos pode aumentar significativamente.

Das 43 mortes, 35 foram nas ilhas Ábaco e oito em Grande Bahama, as mais afetadas pelo passagem do Dorian pelo arquipélago.

Dorian atingiu no passado fim de semana estas ilhas situadas no norte das Bahamas como furacão categoria 5 -a máxima na escala de intensidade Saffir-Simpson- com ventos máximos constantes de até 295 quilómetros por hora.

Num fenómeno incomum para este tipo de tempestades, o Dorian ficou praticamente imóvel sobre estas ilhas caribenhas durante cerca de 36 horas, gerando um grande caos e destruição.

Segundo relatórios da imprensa local, centenas de pessoas sobreviventes ao furacão amontoam-se nos terminais aéreos e marítimos destas ilhas tentando evacuar em direção a Nassau, a capital do país.

As ilhas Ábaco e Grande Bahama ficaram à mercê da ajuda humanitária para receber comida, água e geradores de luz.

O chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, disse esta quarta-feira que as Bahamas "nunca viu nada desta escala", definindo o impacto do Dorian sobre o país caribenho como "enorme".