EFELisboa

A Comissão Europeia (CE) aprovou esta quarta-feira o plano português de recuperação com um orçamento de 16.600 milhões de euros que, segundo o primeiro-ministro português, António Costa, "não é um cheque em branco mas sim um compromisso" e uma "aposta estratégica" para ultrapassar o impacto da crise".

"A Comissão Europeia decidiu hoje dar luz verde ao plano de recuperação e resiliência de Portugal por 16.600 milhões, o primeiro que a Comissão aprova", disse em Lisboa a presidente da CE, Ursula von der Leyen, após se reunir com Costa.

"O plano foi desenhado em Portugal. As reforças e investimentos contempladas no plano vão permitir a Portugal sair da crise da covid-19 mais forte, mais resiliente e melhor preparado para o futuro", acrescentou Von der Leyen.

"Permitirá construir um futuro melhor para os portugueses. Vamos apoiar Portugal em cada passo do caminho. O seu êxito será o nosso. Um êxito europeu", afirmou Von der Leyen.

Von der Leyen viajou hoje a Portugal como um gesto de reconhecimento ao esforço do país, que ocupa a presidência de turno da União Europeia (UE) até finais de junho, o primeiro a apresentar o seu plano de recuperação e a conseguir a aprovação.

A alemã destacou a vontade da UE de olhar para o futuro com "firmeza e solidariedade" e construir "sociedades mais fortes e resistentes" depois da aprovação de fundos por 800.000 milhões de euros, o "maior pacote de recuperação" desde a primeira guerra mundial, recordou. "É a recuperação que a Europa precisa agora e para o futuro".

No caso de Portugal, "não há duvida de que vai mudar a economia", apontou.

"Tem uma visão a longo prazo e vai ajudar a construir um melhor futuro para Portugal, para o povo português e para a UE", ressaltou a presidente da CE.

"Não é um plano para 100 metros, mas sim com uma visão a longo prazo", disse Costa depois da reunião, que acrescentou que prevê que os fundos comecem a chegar ao país em julho.

"Fomos os primeiros a apresentar o plano e queremos ser também os melhores", enfatizou o primeiro-ministro, convencido de que esta "aposta estratégica" permitirá construir um "futuro robusto, verde, digital, que não deixe ninguém para trás e focado nas próximas gerações".

Von der Leyen irá ainda esta quarta-feira a Madrid, onde se vai reunir com o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, última etapa de uma viagem relâmpago à Península Ibérica.