EFEHong Kong

A chefe do Governo de Hong Kong, Carrie Lam, condenou "categoricamente" esta terça-feira qualquer tentativa dos deputados dos Estados Unidos de interferir na cidade semi-autónoma chinesa através de um eventual projeto de lei no Congresso americano.

Em conferência de imprensa, Lam respondia ao recente pedido dos manifestantes de Hong Kong ao Congresso dos Estados Unidos para que aprove o projeto de lei de Direitos Humanos e Democracia em Hong Kong.

Esse projeto de lei exigiria que Washington avaliasse anualmente se Hong Kong possui autonomia suficiente para justificar o seu estatuto comercial especial.

Se essa autonomia não for certificada, a cidade perderia alguns privilégios comerciais que possui atualmente com os EUA.

No domingo passado, milhares de manifestantes concentraram-se frente ao consulado dos Estados Unidos em Hong Kong e pediram ao Governo e congressistas americanos que aprovem esse projeto de lei, que eles acreditam que permitirá salvaguardar as suas liberdades.

"O Governo de Hong Kong opõe-se à interferência do Congresso dos EUA nos assuntos da cidade por meio desse projeto", disse Carrie Lam.

A chefe do Governo enfatizou que o Parlamento de qualquer país deveria tratar de assuntos internos e considerou "extremamente inapropriado" que um parlamento estrangeiro intervenha em Hong Kong "por qualquer meio".

Cerca de 85 mil americanos vivem em Hong Kong e aproximadamente 1,4 mil empresas dos EUA têm os seus escritórios regionais no centro financeiro asiático, que atualmente atravessa uma das suas piores crises políticas em décadas.