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O líder do PP, Pablo Casado, assegurou que na manifestação deste domingo em Madrid, realizada com o lema "Por uma Espanha unida, eleições já!", ouviu-se um "já chega" que deve levar a uma moção de censura "nas urnas" em maio e a realização de eleições gerais "antes de agosto".

No que diz respeito à possibilidade de ele próprio apresentar esta moção, como apontou na semana passada, Casado ressaltou que não descarta nenhum mecanismo parlamentar, mas que "a soma não dá", já que não contariam com o apoio do PNV, Nueva Canárias e do Ciudadanos.

Em entrevista na rádio Onda Zero, Casado assegurou que a concentração na praça de Colón de Madrid (onde estiveram 45.000 pessoas, segundo a Delegação do Governo espanhol, e cerca de 200.000 segundo os organizadores, o PP e o Ciudadanos) certifica que o tempo do presidente do Governo, Pedro Sánchez, "acabou" e que 26 de maio seria um "ótimo dia" para eleições gerais.

A respeito de se esperava mais participação na concentração, Casado disse que não, que foi "muitíssima gente", lembrando que foi organizada "em três dias".

Além disso, assegurou que não insultou Sánchez ao chamar-lhe de "irresponsável" ou acusá-lo de "alta traição", limitando-se a "qualificar uma situação". Mas é que, para este Governo, "se o criticas é por que te irritas", reprovou.