EFEBarcelona/Madrid

A Catalunha vive esta sexta-feira uma greve geral convocada pelos sindicatos independentistas Intersindical-CSC e Intersindical Alternativa da Catalunha (IAC) para protestar pela sentença do "procés", uma iniciativa que não é apoiada pelos sindicatos maioritários (CCOO e UGT) e que se segue a uma noite de distúrbios com, pelo menos, onze detidos.

A contagem provisória da polícia catalã ao início desta sexta-feira é de onze detidos: cinco em Girona, três em Tarragona, dois na área central e um em Barcelona.

A capital da Comunidade Autónoma foi palco esta quinta-feira de violentos distúrbios pela quarta noite consecutiva, que também tiveram como protagonistas apoiantes da extrema-direita, que enfrentaram radicais independentistas e espancaram em grupo um jovem durante a mesma noite, marcada ainda por novos atos de guerrilha urbana dos independentistas que desafiaram os Mossos d'Esquadra (polícia catalã).

Às barricadas, fogueiras e queima de mobília urbana e objetos de terraços e lojas somaram-se pelo menos três agressões: duas de grupos de extrema-direita a jovens independentistas e outra na qual a vítima foi aparentemente um jovem de extrema-direita.

Grupos de manifestantes cortaram hoje a estrada AP-7, junto à cidade fronteiriça de Jonquera (Girona), no sentido sul, e a AP-2 em Tarrés (Lérida), a partir das 7.00 horas (5.00 GMT), assim como vinte estradas catalãs.

Em Girona, um grupo de manifestantes que se tinha concentrado às 6.00 horas (4.00 GMT) frente à estação do comboio de alta velocidade (AVE), que estava protegida por um dispositivo policial, fez um percurso pelas ruas da cidade para pintar e atirar tinta às paredes.

Os serviços mínimos decretados no metro e autocarro de Barcelona e os comboios da Renfe funcionaram com normalidade ao início da greve.