EFEBruxelas

A Comissão Europeia (CE) assinou esta quinta-feira o acordo -já anunciado em abril- com a Pfizer-BioNTech, para a compra de 900 milhões de vacinas contra a covid-19 entre o final de 2021 e 2023, com a opção de outras 900 milhões adicionais, segundo comunicou o Executivo comunitário.

Segundo Bruxelas, o acordo estipula que a partir de 2022 se garanta a entrega das vacinas, obriga a que a sua produção seja feita na UE e que os componentes essenciais para o seu fabrico sejam também obtidos em território comunitário.

O contrato também reforça a possibilidade que os países da UE têm atualmente para revender ou doar doses excedentes a países terceiros ou através da iniciativa COVAX.

"A produção e entrega à UE de até 1.800 milhões de doses estão garantidas. Os potenciais contratos com outros produtores seguirão o mesmo modelo de benefício para todos", escreveu a presidente da CE, Ursula Von der Leyen, na sua conta oficial no Twitter.

A comissária da Saúde, Stella Kyriakides, acrescentou que "precisamos de estar um passo à frente do vírus. Isto significa ter acesso a vacinas adaptadas para nos proteger contra a ameaça de variantes".

Ao anunciar o acordo, Von der Leyen disse que Bruxelas optou por renovar o acordo com a Pfizer-BioNTech devido às garantias que oferece no cumprimento do contrato atual e porque a sua vacina se baseia na nova tecnologia de RNA de mensageiro.

O objetivo é ter vacinas suficientes para poder combater as variantes e poder lidar com a vacinação de menores, bem como ter uma possível terceira dose nos próximos anos.