EFEBruxelas

A comissária europeia de Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakies, alertou esta terça-feira que a Europa "ainda não está fora de perigo" da pandemia e pediu para "não relaxar" nem deixar de usar máscaras e cumprir distância social.

"Há razões para otimismo, mas não para complacência", advertiu Kyriakides no Conselho da Saúde, que reúne hoje de forma presencial todos os ministros da Saúde da União Europeia no Luxemburgo.

A comissária relembrou que o objetivo é imunizar 70% da população até finais de julho, mas que mesmo quando este objetivo for alcançado "não será o momento de declarar vitória".

"A ameaça de variantes existentes e novas, possivelmente mais transmissíveis e gradualmente mais resistentes às vacinas, continua a ser muito real e grave", advertiu, pouco antes de afirmar que o "principal desafio para o futuro" é contrariar essas variantes.

CONFIANÇA NA VACINAÇÃO

Como tal, a política cipriota pediu que a estratégia da UE para outono e inverno se centre na aceleração da vacinação, aumentar a confiança nas vacinas e minimizar a propagação de variantes.

"Vacinar, vacinar, vacinar: esse deve ser o nosso mantra", disse.

O objetivo de aumentar a confiança, explicou, virá em grande parte do trabalho da Agência Europeia do Medicamento (EMA) sobre segurança de vacinas, assim como na forma como os Estados-membros asseguram que este trabalho seja comunicado aos cidadãos.

"À medida que avançamos na vacinação da nossa população, vamos encontrar um telhado de vidro de resistência, dúvidas e perguntas", advertiu a responsável da Saúde.

A comissária acrescentou que a UE e os 27 devem estar "preparados para responder às preocupações individuais e locais".

A PANDEMIA NÃO ACABOU

"O caminho de saída da pandemia para uma Europa mais saudável e resiliente está a tornar-se visível", reconheceu Kyriakies, embora tenha insistido que "agora não é o momento de relaxar".

Neste sentido, reconheceu que, para além de acelerar a vacinação, as intervenções não-farmacêuticas continuarão a desempenhar "um papel importante".

Portanto, afirmou que "não é altura de deitar fora as máscaras, deixar os desinfetantes de mãos em casa ou deixar de cumprir com o distanciamento social".