EFEPequim

A cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, onde o surto de coronavírus começou a propagar-se massivamente, vai levantar no próximo dia 8 de abril a quarentena que impôs aos seus habitantes a 23 de janeiro, anunciaram hoje as autoridades municipais.

Além disso, as restantes cidades de Hubei vão levantar as restrições de viagem a partir desta quarta-feira, informou a agência estatal Xinhua.

Os residentes de Wuhan poderão deixar a cidade se obtiverem um código QR de saúde verde, o que implica que a pessoa em questão não teve qualquer contacto com nenhum contagiado ou suspeito de ter a doença.

A 23 de janeiro, o Governo de Wuhan impôs restrições de tráfego e suspendeu os transportes públicos e todos os voos e comboios de saída, obrigando ao confinamento "de facto" dos 11 milhões de habitantes da cidade.

Até aquele dia, o coronavírus tinha causado 17 mortes e afetado 444 pessoas nesta cidade do centro-leste da China.

De acordo com a última contagem tornada pública hoje, 2.524 pessoas morreram até agora em Wuhan, enquanto no total da província de Hubei há 3.160 mortes.

As autoridades locais tinham anunciado anteriormente que iriam tomar medidas "progressivas" para levantar as restrições na cidade, que não viu novos casos confirmados de COVID-19 durante cinco dias consecutivos até 22 de março.

No entanto, Wuhan relatou um caso local do vírus na última contagem publicada hoje.

A cidade registou até agora 50.006 casos confirmados.

O número total de pessoas infetadas diagnosticadas em toda a China desde o início da pandemia é de 81.171, entre os quais 3.277 faleceram.

73.159 pessoas conseguiram recuperar da doença e receberam alta.

Entretanto, o número de contagiados "ativos" no país asiático já está abaixo da marca dos 5.000: as contas da Comissão Nacional de Saúde somam 4.735, 1.573 dos quais se encontram em estado grave (1.527 deles em Wuhan).

A prioridade do Governo chinês é agora "proteger-se contra a importação" de contágio de outros países: o país asiático já confirmou 427 casos importados do exterior.

O Governo chinês declarou a 12 de março que o pico das transmissões tinha chegado ao fim no país, embora desde então as estatísticas tenham sido lideradas pelos chamados casos "importados".