EFEFalmouth (R.Unido)

A cimeira do G7 na Cornualha (sudoeste de Inglaterra) começou esta sexta-feira e pôs fim a mais de um ano sem grandes reuniões globais devido ao início da pandemia de covid-19.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tomou a palavra para dar as boas vindas aos dirigentes das sete economias mais desenvolvidas, mais a União Europeia (UE), que deverão dar respostas a alguns dos problemas mais urgentes do planeta, desde a vacinação às alterações climáticas.

Os líderes vão estar reunidos num hotel e num castelo da Cornualha até domingo, com o presidente americano, Joe Biden, como grande novidade entre os presentes.

No seu discurso inicial, Johnson fez um apelo claro para que não fossem repetidos os erros cometidos durante a pandemia de covid-19 e na saída da crise financeira de 2008.

"Precisamos de aprender com a pandemia, ter a certeza que não repetiremos alguns dos erros que, sem dúvida, cometemos nos últimos 18 meses", disse Johnson aos líderes das democracias mais desenvolvidas do mundo.

De seguida, acrescentou que os países também não se podem dar ao luxo de cometer os mesmos erros da grande recessão de 2008, "quando a recuperação não foi uniforme em todas as partes da sociedade".

O anfitrião disse ainda estar convencido de que, depois da "pandemia mais dolorosa que os nossos países conheceram nas nossas vidas", era necessário retomar esse tipo de encontro presencial.

Para Johnson, há potencial para "recuperar com muita força" e há "muitos motivos para otimismo", mas para isso será necessário não cair nos erros de 2008.

"O que corre o risco de se tornar uma cicatriz duradoura é que as desigualdades estão arraigadas", comentou, ressaltando que por esse motivo a recuperação está intrinsecamente ligada ao crescimento equilibrado das sociedades.