EFEBruxelas

A Comissão Europeia (CE) espera que no próximo mês de dezembro os primeiros cidadãos europeus possam começar a imunizar-se contra o coronavírus, apesar de nenhum laboratório com vacinas em desenvolvimento tenha solicitado a autorização da Agência Europeia do Medicamento (EMA).

"Os primeiros europeus poderão estar vacinados a princípios de dezembro", disse esta quarta-feira a presidente da CE, Ursula von der Leyen, cujas palavras entusiásticas contrastaram depois com as da comissária da Saúde, Stella Kyriakides, que ressaltou que o primeiro passo, o pedido de autorização pelas farmacêuticas, ainda não foi dado.

"A presidente Von der Leyen disse que poderíamos começar a vacinar no final de dezembro. Estamos à espera de ver quando as várias empresas apresentam os seus relatórios de avaliação à EMA", disse a comissária em conferência de imprensa.

Só quando o executivo comunitário tiver estes relatórios é que os poderá avaliar, uma tarefa que fará "o mais rapidamente possível", mas, sublinhou, "não à custa da segurança em qualquer circunstância".

"Vai depender fundamentalmente de quando as empresas apresentarem os seus relatórios à EMA", acrescentou Kyriakides.

O Executivo comunitário, que está a negociar a compra conjunta de vacinas para os países da União Europeia, já assinou contratos com seis criadores (Pfizer e BioNTech, Sanofi-GSK, Curevac, AstraZeneca e Universidade de Oxford, Johnson & Johnson e Moderna) e está a negociar um sétimo, embora não tenha revelado com que laboratório.

Na semana passada, a Comissão afirmou esperar que as empresas farmacêuticas Pfizer-BioNTech e Moderna solicitem as primeiras autorizações de comercialização da vacina na União Europeia na segunda quinzena de dezembro.

Este será um pedido de "autorização condicional de introdução no mercado" à EMA, que trabalha de perto e em tempo real tanto com as farmacêuticas como com a sua homóloga americana, a FDA.

(Mais informação sobre a União Europeia em euroefe.euractiv.es)