EFE

Bruxelas

A Comissão Europeia recomendou esta sexta-feira aos vinte e sete conceder primeiro à Ucrânia uma "perspetiva europeia" e, em segundo lugar, que lhe dê o estatuto de "candidata" para entrar no clube comunitário, se o país efetuar "reformas significativas".

Esta recomendação foi anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa conferência de imprensa para comunicar os resultados do relatório realizado de forma acelerada depois de Kiev ter solicitado formalmente a sua adesão à União Europeia (UE).

Von der Leyen anunciou também que propõem que a Moldávia tenha primeiro uma "perspetiva europeia" e depois um estatuto de "candidata" se cumprir determinadas condições, mas recomendou que a Geórgia permaneça nesta primeira fase e que a sua situação seja reavaliada antes de recomendar que seja candidata.

A decisão sobre considerar um país como candidato e começar a negociar a sua entrada na União cabe, de qualquer modo, aos 27 e por unanimidade.

"Os ucranianos estão prontos a morrer pela perspetiva europeia. Queremos que vivam com o sonho europeu", disse a presidente do Executivo comunitário.

Von der Leyen explicou que "propomos o estatuto de candidato e sabemos que depois temos de trabalhar nas reformas que foram detalhadas", de modo que "todo o processo de adesão é um processo dinâmico que pode avançar ou retroceder a diferentes velocidades. Depende do país.

A presidente da CE indicou que o processo de alargamento da UE é "dinâmico", e que não é conseguido com "prazos pré-estabelecidos ou passos que quando são dados não se podem desfazer".

Von der Leyen disse que as três avaliações foram feitas "cuidadosamente" tendo em conta os méritos dos três países e com base nos critérios de Copenhaga e Madrid, que "estabelecem as condições políticas e económicas, assim como a capacidade de prosperar no nosso competitivo mercado interno".

E sublinhou que, apesar da guerra na Ucrânia, Bruxelas "aplicou os critérios rigorosos da Comissão na avaliação destes pedidos de adesão".

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