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A cadeia de valor agroalimentar e o setor florestal serão os principais pontos de interesse do quarto dia do COP25 de Madrid, enquanto as delegações continuam as discussões puramente técnicas com vista a atingir um acordo final na cimeira do clima na próxima semana.

A escassez de água, as temperaturas em ascensão, os fenómenos meteorológicos irregulares e a despovoação rural são algumas das ameaças para as atividades agrícolas e também pecuárias, perante uma sociedade que critica com maior força a produção industrial e reivindica um consumo mais equilibrado, sustentável e ecológico, com menor desperdício alimentar.

As florestas também se encontram ameaçadas, sobretudo pelos incêndios florestais e pela urbanização descontrolada, apesar do seu valioso papel ecológico tanto para a conservação da biodiversidade como enquanto depósito de carbono.

Várias entidades e grupos vão analisar e debater hoje este tipo de questões, como a ONG conservacionista Amigos da Terra, que vai apresentar o relatório "Mercados de carbono, uma ameaça para as pessoas e o planeta", ou a Guardia Civil espanhola, que vai explicar o seu modelo de defesa ambiental através do Serviço de Proteção da Natureza (SEPRONA).

Este enfoque irá compartilhar protagonismo com outros assuntos de interesse ambiental, tais como a situação atual das áreas polares, onde, segundo diversos estudos científicos, é mais fácil apreciar os efeitos da crise climática.

Fora do espaço físico da cimeira, mas em sintonia com o seu espírito, os secretários-gerais dos sindicatos espanhóis União Geral de Trabalhadores (UGT) e Comissões Operárias (CCOO), Pepe Álvarez e Unai Sordo, respetivamente, vão analisar desde o ponto de vista sindical junto ao secretário geral da CUT-Chile Nolberto Díaz a situação na Iberoamérica no ato "Crise climática e revolta na América Latina".

Além disso, a Ecologistas em Ação, junto com outras organizações ecologistas internacionais, irá colocar em marcha no centro de Madrid o seu "Toxic Tour" da cimeira, para denunciar o papel das multinacionais espanholas mais poluentes.

Tudo isso enquanto diversos grupos de jovens continuam a aquecer motores para impulsionar a grande manifestação pelo clima prevista para a sexta-feira.