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Espanha chegou às 13.055 mortes por Covid-19 esta segunda-feira, após registar 637 novos óbitos nas últimas 24 horas, de modo que a desaceleração progressiva iniciada no último sábado permanece, ao mesmo tempo em que a taxa de novas infeções também diminuiu.

Os novos casos totalizam 135.032, com um aumento diário de 3,2%, a menor taxa de crescimento desde o início da propagação da pandemia em Espanha, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde.

A taxa de internamentos nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), onde atualmente se encontram 6.931 pacientes, também diminuiu, o que representa um aumento mínimo de 1% em relação a 24 horas atrás.

Essa desaceleração geral ocorre apenas uma semana após o término da atividade económica não essencial, uma medida tomada pelo Governo para reduzir a mobilidade, com o objetivo de reduzir o contágio e a pressão sobre as UCIs.

Essa taxa mais baixa de internamentos nas UCIs é um alívio para essas unidades, que nos últimos dias se têm aproximado da sua capacidade máxima, especialmente nas regiões mais afetadas: Madrid e Catalunha.

Com os dados de hoje, observa-se "que a taxa de crescimento da pandemia está a diminuir em todas as comunidades autónomas (regiões)", disse em conferência de imprensa a porta-voz do Ministério da Saúde, a doutora María José Sierra.

Há também um aumento no número de pacientes recuperados, que agora totalizam 40.437, mais 6,2% do que ontem e 30% de todos os casos relatados, segundo a médica.

María Sierra, chefe de área do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências em Saúde do Ministério da Saúde, confirmou que, agora que o país entra numa "nova etapa" da pandemia, as autoridades estão a preparar uma dupla estratégia de saída às medidas de confinamento da população.

Por um lado, serão utilizados testes rápidos para a deteção precoce de casos, mesmo os leves, e por outro, esses mesmos testes medirão quantas pessoas desenvolveram anticorpos e para entender melhor "como o vírus está a circular".

María Sierra também detalhou que um total de quase 19,4 mil profissionais da saúde foram infetados pelo vírus, dos quais aproximadamente 10% precisaram de internamento hospitalar.