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Espanha ultrapassou a marca de 1,5 milhão de infeções por coronavírus esta terça-feira, depois do Ministério da Saúde ter relatado mais 13.159 casos, 5.897 deles nas últimas 24 horas, elevando o total a 1.510.023.

Em termos de mortes, foram registadas desde segunda mais 435, um novo pico na segunda vaga de contágio. Com isso, são já 41.688 vítimas do vírus SARS-CoV-2 em território espanhol.

Dos 5.897 novos casos diagnosticados nesta segunda, 1.407 correspondem à Catalunha e 1.255 à Comunidade de Madrid. Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, a incidência acumulada em 14 dias por 100 mil habitantes é de 465,86, um número que permanece estável.

A região com a maior taxa é Castela e Leão, com 798,32 casos por 100 mil habitantes, seguida pelo País Basco (798,32), La Rioja (724,12) e Aragão (714,32).

A pressão hospitalar encontra-se ao nível nacional a uma média de 16,13%, com 20.007 pacientes hospitalizados por coronavírus, enquanto nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) a taxa de ocupação de pessoas com covid-19 é de 32,31%, com 3.127.

MEDIDAS MAIS DURAS

O chamado Observatório de Desastres, um laboratório de ideias que esta terça-feira reuniu trabalhadores da saúde, investigadores, chefes da Unidade de Emergência Militar e Proteção Civil, defendeu a implementação de medidas mais duras e mais breves para conter a pandemia e que fossem adotadas para a sociedade como um todo.

Em declarações à Agência Efe, o presidente do organismo, Pedro Tomey, explicou que quando se refere a medidas duras não é tanto para se trancar em casa, mas a outras que se mostraram eficazes, "como certos fechos ou o avanço do recolher obrigatório".

Em Espanha, as medidas para evitar a segunda vaga estão a ser tomadas pelos vários governos regionais, que têm competências em saúde, de modo que muitas vezes diferem de um território para outro, até mesmo causando tensão entre regiões vizinhas ao decidir, por exemplo, o confinamento do perímetro dos seus espaços.

A fim de continuar a combater a crise sanitária, duas regiões espanholas, Castela-La Mancha, na fronteira com Madrid, e Cantabria, no norte do país, acordaram esta terça estender o fecho do perímetro dos seus respectivos territórios até 2 de dezembro, enquanto Valência, no leste, planeia fazer o mesmo até ao dia 9 desse mês, após os quatro feriados que Espanha tem, de 5 a 8.

O governo da Catalunha propõe que o início da saída gradual da segunda quarentena comece na próxima segunda, com uma reabertura de bares e restaurantes para 30% da sua capacidade, e 50% em museus, teatros, cinemas e auditórios.