EFEWashington

Os Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e a Administração de Drogas e Alimentos (FDA) recomendaram esta terça-feira suspender o uso da vacina da Janssen, filial da multinacional americana Johnson & Johnson, depois do registo de seis casos de um tipo de coágulo sanguíneo "raro e grave", segundo comunicaram ambas agências americanas.

"Hoje a FDA e a @CDCgov emitiram uma declaração sobre a vacina da Johnson & Johnson #COVID19. Recomendamos uma pausa no uso desta vacina por precaução", assegura a agência na sua conta do Twitter.

A FDA acrescenta que "a segurança da vacinação #COVID19 é uma prioridade para o governo federal (dos EUA), e levamos muito a sério todos os relatórios de problemas de saúde após a imunização" contra a pandemia.

O anúncio da FDA e CDC significa que todos os canais de saúde federais (locais de vacinação em massa, centros de saúde comunitários e similares) que anteriormente administravam a vacina da Johnson & Johnson terão de interromper o processo pelo momento, segundo informou um funcionário federal da saúde à CNN.

As agências recomendam que os estados façam o mesmo, mas caberá a cada um deles tomar essa decisão.

A pausa na administração da vacina chega depois da deteção de um tipo de coágulos no sangue que não estava na lista de possíveis efeitos secundários adversos que fazia parte da autorização de utilização de emergência para a J&J pelos Estados Unidos, dizem os meios de comunicação locais.

No entanto, os especialistas salientam que tais casos são raros e querem que os prestadores de cuidados de saúde tenham tempo para compreender quais são os possíveis efeitos secundários e a melhor forma de os tratar.

Nos Estados Unidos, um dos países com maiores níveis de vacinação covid-19 do mundo, estão a ser usadas as vacinas desenvolvidas pela Pfizer e pela Moderna, para além da vacina da J&J.