EFERedação Internacional

Os países europeus celebram a Páscoa católica num momento em que observam com preocupação a evolução dos dados da pandemia do coronavírus e da ocupação dos hospitais, enquanto a vacinação avança lentamente.

Sobre este último ponto, a União Europeia (UE) vai estar suficientemente abastecida de vacinas a partir do segundo semestre, de forma que desde então irá poder prescindir das da AstraZeneca, afirmou esta sexta-feira a secretária de Estado da Indústria francesa, Agnès Pannier-Runacher, que no entanto, sublinhou a sua confiança na vacina desse laboratório.

Em entrevista, Pannier-Runacher destacou que a UE "precisa da AstraZeneca até o final do primeiro semestre" e lembrou que a União tem contratos que vão permitir receber 300 milhões de doses no segundo trimestre, após os 100 milhões no primeiro.

Por sua vez, a Rússia desenvolveu uma tecnologia e está a trabalhar numa segunda, que permite "atualizar" as suas vacinas anticovid em dois dias para torná-las mais eficazes contra novas mutações do vírus, informou hoje Alexandr Ginzburg, diretor do Gamaleya Center, que criou a Sputnik V.

Ginzburg disse que ainda não está claro como irá ser regulamentado o uso da nova tecnologia e se as vacinas "atualizadas" devem passar por todas as fases dos ensaios clínicos estabelecidos até o momento.