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O rei Felipe VI iniciou esta segunda-feira uma ronda decisiva de consultas com os partidos espanhóis com representação parlamentar para conhecer se o socialista Pedro Sánchez tem apoios suficientes para ser reeleito presidente do Governo ou se haverá novas eleições no próximo dia 10 de novembro.

O monarca, tal como marca a Constituição espanhola, começa hoje as consultas com os partidos de menor representação parlamentar -regionalistas, nacionalistas, pequenos partidos regionais de esquerda- e termina-as esta terça com os maioritários.

Após as eleições gerais do passado 28 de abril, nas quais os socialistas (PSOE) ganharam, embora não com maioria suficiente, o monarca encarregou a formação de Governo ao candidato deste partido, Pedro Sánchez, atual chefe do Executivo interino.

No entanto, a sua investidura fracassou em julho deste ano ao não contar com apoios suficientes, já que não foi possível um pacto com a coligação de esquerda Unidas Podemos (UP), que se absteve em vez de votar a favor, dando início ao calendário para tentar outra vez ou convocar novas eleições.

A data limite para escolher um novo presidente do Governo é 23 de setembro e, se não se conseguir, serão automaticamente convocadas novas eleições para 10 de novembro, que seriam as quartas em quatro anos.

No total, o rei terá quinze reuniões com os mesmos representantes que estiveram na ronda anterior, a realizada a 5 e 6 de junho, após a qual propôs Sánchez para uma investidura que não foi bem sucedida.

Tal como na anterior, tantos os independentistas catalães do ERC como os independentistas bascos do EH Bildu rejeitaram o encontro com o chefe do Estado.

As consultas começaram com o deputado do Partido Regionalista da Cantábria, o único partido, além do PSOE, que apoiou Sánchez em julho.

Encontram-se depois com o rei espanhol a representante dos regionalistas canários, deputados de diferentes partidos de esquerda que fazem parte da coligação Unidas Podemos e os nacionalistas bascos (PNV), que também mostraram a sua disposição de apoiar o candidato socialista.

Terça-feira será a vez dos independentistas catalães do Junts per Catalunya, En Común Podem (a marca do Podemos na Catalunha), o partido de extrema-direita Vox, Podemos (esquerda), Ciudadanos (liberais), o conservador Partido Popular (PP) e os socialistas (PSOE).

O PSOE ressaltou nos últimos dias que o seu candidato, Pedro Sánchez, não se vai apresentar à investidura como presidente do Governo se não contar com apoios suficientes, que até agora não tem, pelo que cada vez está mais perto a convocatória de novas eleições.