EFEBruxelas

A próxima Comissão Europeia (CE) vai-se estruturar com base em três áreas prioritárias: a política exterior, a luta contra a mudança climática e a economia digital, explicou esta terça-feira a futura presidente do Governo comunitário, Ursula von der Leyen.

A futura presidente revelou hoje a sua equipa, que conta com oito vice-presidências, entre as quais a de Josep Borrell, ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol interino, que vai ocupar o cargo de Alto Representante da Política Exterior da UE.

Von der Leyen deixou claro que quer que a proxima comissão seja "geopolítica" e que atue como "guardiã do multilateralismo".

"Sabemos que somos mais fortes a fazer juntos o que não podemos fazer sozinhos", disse a política alemã, que também mencionou a imigração "ordenada e regular" como um dos objetivos dos próximos anos.

A futura Comissão contará com três "vice-presidentes executivos", que fazem parte da atual CE: o holandês Frans Timmermans, que vai coordenar a política ambiental; a dinamarquesa Margrethe Vestager, responsável pela supervisão da agenda digital, e o letão Valdis Dombrovskis, na área económica.

Juntamente com Borrell, a checa Vera Jourova (atual Comissária da Justiça), que no futuro será responsável pelas políticas de "Valores e Transparência", também irá assumir a vice-presidência; enquanto a grega Margaritis Schinas assumirá a "Proteção do Modo de Vida Europeu".

O eslovaco Maros Sefcovic, agora também membro da CE, assumirá as "Relações Institucionais", e a croata Dubravka Suica ficará encarregue de "Democracia e Demografia".

A próxima CE também vai incluir o atual responsável europeu de Agricultura, Phil Hogan, que no futuro vai estar responsável pelo comércio, enquanto o italiano Paolo Gentiloni, ex-primeiro ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do seu país, ficará com a pasta da "Economia".

O austríaco Johannes Hahn, comissário em diversas ocasiões, estará na pasta de orçamento, enquanto o belga Didier Reynders, atual ministro dos Negócios Estrangeiros interino, irá liderar a política de "Justiça".

Por outro lado, a francesa Sylvie Goulard vai-se dedicar à política industrial e ao mercado único digital, enquanto Nicolas Schmit, do Luxemburgo, irá assumir o cargo de "Emprego".

A finlandesa Jutta Urpilainen ficará à frente de "Associações Internacionais", enquanto o húngaro Laszlo Trocsanyi tratará da pasta "Vizinhança e Alargamento".

A maltesa Helena Dalli foi a escolhida para a pasta de "Igualdade", a polaca Janusz Wojciechowski para a de "Agricultura", a portuguesa Elisa Ferrera na de "Coesão e Reformas" e a romena Rovana Plumb com "Transporte".

A búlgara Mariya Gabriel, que faz parte da atual CE, será responsável no futuro por "Inovação e Juventude", a cipriota Stella Kyriakides na "Saúde", e Kadri Simson, da Estónia, na "Energia".

O mais novo do grupo de comissários será o lituano Virginius Sinkevicius, na pasta de "Ambiente e Oceanos".

Por fim, o esloveno Janez Lenarcic será o responsável pela "Gestão de Crises" e a sueca Ylva Johansson assumirá o cargo do Interior.