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O ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, advertiu esta quinta-feira que "vêm semanas duras" na região de Madrid, a mais afetada pela segunda vaga da pandemia de coronavírus em Espanha, e pediu para atuar "com determinação" para a controlar.

Segundo os últimos dados avançados pelo ministério da Saúde, Madrid continua a registar o maior número de novos contágios de todo o país, com 3.730 novos casos esta quarta-feira.

"Vêm semanas duras em Madrid e há que atuar com determinação para controlar a pandemia. Vamos fazer as nossas recomendações neste contexto", assinalou Illa em conferência de imprensa.

As autoridades regionais madrilenas vão anunciar esta sexta-feira a ampliação das medidas impostas na zona sul a outras áreas desta comunidade autónoma onde a incidência do vírus é semelhante.

37 áreas da região têm a sua mobilidade limitada desde a passada segunda-feira, uma restrição que afeta quase um milhão de pessoas, que apenas podem sair dos seus bairros e municípios para trabalhar, frequentar aulas ou ir às compras.

Para além de ampliar estas restrições, o Governo regional de Madrid solicitou ao Executivo presidido por Pedro Sánchez ajuda militar, polícia e a contratação de 300 médicos extracomunitários para reforçarem o sistema de saúde local.

O destacamento das forças de segurança será realizado na próxima segunda-feira, segundo informou hoje a delegação do Governo espanhol em Madrid. Estas terão como principais tarefas a realização de testes e trabalhos de desinfeção nas áreas restritas, assim como a vigilância do cumprimento das medidas por parte dos cidadãos afetados.

O Executivo regional madrileno não contemplou até ao momento um confinamento total, embora também não o tenha descartado caso a situação epidemiológica assim o requer.