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O líder do Parlamento da Venezuela e autoproclamado presidente do país, Juan Guaidó, anunciou este domingo que o seu grupo político vai participar numa reunião em Barbados para a retomada de um diálogo com o Governo de Nicolás Maduro, ao qual considera uma "ditadura".

"(O grupo político de Guaidó) vai assistir a uma reunião com representantes do regime usurpador em Barbados, para estabelecer uma negociação de saída para a ditadura", disse o líder opositor em comunicado que o próprio divulgou na rede social Twitter.

O texto lembra que a aproximação política deve-se à mediação do Governo da Noruega "para pôr fim à tragédia" na Venezuela, o país com as maiores reservas comprovadas de petróleo e que atravessa uma severa crise económica na qual a maioria dos seus cidadãos vive na miséria.

Embora Guaidó não tenha detalhado se ele mesmo vai estar presente na reunião com o chavismo, nem quando ela vai acontecer, reiterou que a oposição utilizará as conversas para tentar avançar nos seus objetivos: acabar com a usurpação que consideram que Maduro faz da presidência, instaurar um Governo de transição e realizar eleições "livres" com observação internacional.

"Os venezuelanos, os nossos aliados e as democracias do mundo reconhecem a necessidade de realizar um processo eleitoral verdadeiramente livre e transparente que permita a superação da crise e construir um futuro produtivo, seguro e com qualidade de vida", diz a nota.

Guaidó disse também que vai receber em Caracas o representante especial da União Europeia para a Venezuela, Enrique Iglesias, cuja chegada ao país sul-americano é esperada para esta segunda-feira, como parte das iniciativas estrangeiras para procurar uma saída pacífica para a crise venezuelana.

Antes, Guaidó anunciou que irña acionar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) -um mecanismo de assistência militar estrangeira- para tentar tirar Maduro do poder.