EFEJerusalém

O movimento islamita Hamas negou esta terça-feira as alegações do Governo da Bielorrússia sobre uma suposta ameaça de bomba que teria provocado a aterragem forçada do voo no qual viajava o jornalista opositor Roman Protasevich.

"Não utilizamos tais métodos e é possível que os responsáveis procurem desacreditar o Hamas e prejudicar a simpatia do mundo pelo povo palestiniano", disse um porta-voz do movimento em comunicado, no qual negou categoricamente qualquer ligação do grupo com este incidente.

O comunicado é uma resposta à acusação feita esta segunda pelo ministro dos Transportes e Comunicações da Bielorrússia, Artiom Sikorski, de que o potencial risco à segurança a bordo -utilizada como motivo para desviar o avião da Ryanair- tinha sido um e-mail em inglês para a direção do aeroporto contendo uma suposta ameaça de bomba do Hamas.

O avião, que voava de Atenas para Vilnius, foi obrigado a fazer uma aterragem de emergência na capital bielorrussa, Minsk, onde Protasevich foi retirado do avião e detido.

As autoridades bielorrussas negam ter desviado o avião para prender o repórter, mas sim devido ao aviso de bomba, embora as forças de segurança locais não tenham encontrado qualquer dispositivo explosivo no interior do avião.

Este episódio causou um conflito diplomático sem precedentes, que inclui o fecho do espaço aéreo com a Bielorrússia pela União Europeia, que também concordou em aplicar uma série de sanções contra o país e o seu presidente, Aleksandr Lukashenko.