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O ministro britânico de Economia, Philip Hammond, pediu esta quarta-feira à Câmara dos Comuns que rejeite um "brexit" sem acordo, ao alertar dos perigos que essa opção representaria para a economia britânica.

Hammond urgiu aos deputados a "atuar com decisão" na votação desta noite, quando votam se aceitam uma saída da União Europeia não negociada.

Caso descartem esse cenário, a câmara irá decidir quinta-feira se é solicitado a Bruxelas um adiamento da data do "brexit" -mediante a extensão do artigo 50 do Tratado de Lisboa-, afixada para 29 de março.

O chanceler do Exchequer, do setor pró-europeu dentro do Governo conservador, pediu "deixar de lado as diferenças e encontrar uma solução de compromisso", pois, disse, uma ruptura abrupta "não é no que as pessoas votaram" no referendo de 2016.

Hammond reconheceu que a rejeição ontem à noite pela segunda vez do acordo de saída proposto pelo Governo traz "uma nuvem de incerteza sobre a economia", pedido à câmara que a dissipem "com urgência".

Hammond advertiu que sair do bloco sem acordo "causará uma redução a curto e médio prazo da capacidade produtiva da economia", o que levará a menor crescimento, mais desemprego e aumento de preços.

O ministro fez nos Comuns a chamada Declaração de Primavera, na qual reviu a evolução da economia desde a apresentação do último orçamento do Estado em outubro.

Com base nos últimos dados oficiais, baixou de 1,6% a 1,2% a previsão de crescimento em 2019, e avisou que estas previsões, assim como o orçamento, terão que ser revistas dependendo do desenlace do "brexit".