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Os incêndios florestais na Galiza estabilizaram nas últimas horas depois de um duro fim de semana, no qual morreu um co-piloto de uma aeronave do dispositivo português de combate a incêndios que trabalhava nos trabalhos de extinção de um fogo transfronteiriço em Lobios (Ourense).

Nos últimos quatros dias arderam na Galiza cerca de 1.000 hectares, mais de metade dentro do Parque Natural de la Baixa Limia-Serra do Gerês-Xurés, zona de alto valor ecológico e ambiental localizada em ambos lados da fronteira entre Espanha e Portugal.

O maior foi o que passou à fronteira portuguesa na manhã de sábado em Manín, Lobios (Ourense), que permanece ativo e que queimou na parte espanhola cerca de 400 hectares de superfície, todos pertencentes ao parque natural, e que continua a ser combatido por um amplo dispositivo.

Só na zona de Xurés foram registados em apenas quatro dias até seis incêndios, quatro deles Muíños (cerca de 55 hectares), outros dois em Lobios (os já referidos 400) e em Lobeira (30 hectares), todas em Ourense.

Estas não foram as únicas regiões galegas afetadas pelos incêndios. As autoridades locais deram por controlados os incêndios registados nas localidades de Toén e Chandrexa de Queixa, ambas em Ourense, com 270 hectares, Navia de Suarna, em Lugo (92 hectares) e em Lousame, na Corunha (52 hectares).

Com estes fogos, foram aproximadamente mil hectares arrasados em diferentes pontos da Galiza quando ainda há muito mês de agosto pela frente.

Com a situação mais controlada, a autarca de Lobios, Maricarmen Yáñez, explicou à Efe que o fogo na sua região está mais perto do "controlo".

Neste momento há apenas "um pequeno foco", enquanto os bombeiros continuam a refrescar a zona "para evitar" novas deflagrações.

Este incêndio, o mais grave que se registou desde a última quinta-feira, causou a morte de um dos pilotos de um hidroavião, um cidadão português de 65 anos, e com os graves ferimentos do outro piloto, um espanhol de 39 anos, que se encontra "fora de perigo" num hospital de Braga.