EFETeerão

A Força Naval da Guarda Revolucionária do Irão negou, nesta quinta-feira, ter tentado impedir a passagem do navio petroleiro British Heritage no estratégico Estreito de Ormuz, como afirmam o Reino Unido e os Estados Unidos.

"Nas últimas 24 horas não houve encontros inesperados com embarcações estrangeiras, incluindo navios britânicos", declarou a Marinha do corpo militar de elite, através de um comunicado.

De acordo com a nota, as suas patrulhas no Golfo Pérsico são realizadas de acordo com "métodos rotineiros e missões ordenadas com inteligência e precisão".

Esta força da Guarda Revolucionária alertou, no entanto, que, no caso de receber uma ordem de captura de navios estrangeiros, está preparada para "fazê-lo imediatamente, com firmeza e rapidez".

Porém, o Ministério da Defesa do Reino Unido alegou hoje que três embarcações iranianas tentaram impedir o passagem do British Heritage pelo Estreito de Ormuz.

Isto obrigou que a fragata HMS Montrose tomasse posição entre as embarcações iranianas e o British Heritage e fez uma advertência verbal aos iranianos, que então partiram, de acordo com o porta-voz da Defesa.

Nos últimos meses, ocorreram vários incidentes no Golfo Pérsico, onde navios petroleiros e cargueiros foram alvo de ataques que Washington responsabilizou Teerão, porém os iranianos rejeitaram qualquer envolvimento nesses casos.

Além disso, no último dia 20 de junho, a Guarda Revolucionária, recentemente designada como um grupo terrorista pelos EUA, derrubou um drone americano que, segundo Teerão, entrou no seu espaço aéreo para tarefas de espionagem.

A tensão entre o Irão e os EUA aumentou nos últimos meses e mudou-se para fora do Golfo Pérsico, envolvendo o Reino Unido, cujas forças detiveram na semana passada -a pedido americano-um petroleiro iraniano em Gibraltar.

As autoridades de Gibraltar sustentam que o navio transportava petróleo para a Síria, o que viola as sanções impostas pela União Europeia, mas o Irão nega que o país árabe fosse o seu destino.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, manifestou ontem que o Reino Unido criou "insegurança nos mares" com a prisão do petroleiro em Gibraltar e alertou para as "consequências".