EFELisboa

O Ministério Público português ordenou a reabertura da investigação sobre o atropelamento mortal com o carro oficial do ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, para investigar a sua conduta por possível homicídio negligente por omissão.

O incidente aconteceu no passado junho, quando o carro do então ministro, durante uma viagem oficial, atropelou fatalmente um trabalhador de manutenção da autoestrada A6.

O responsável de Administração Interna demitiu-se do seu cargo em dezembro, a apenas dois meses das eleições legislativas a 30 de janeiro, depois da acusação da Procuradoria, que atribuía ao motorista do ministro um delito de homicídio por negligência, já que circulava a 166 quilómetros por hora.

Questionado sobre esta acusação, Cabrita respondeu então à imprensa que era apenas "um passageiro".

O Ministério Público explicou esta sexta-feira em comunicado que a reabertura do processo visa avaliar qualquer responsabilidade com "relevância criminal na produção dos fatos".

A decisão acontece depois da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados apresentar uma denúncia junto do Ministério Público para que se apure a possível responsabilidade do ex-ministro no acidente.

Cabrita, de 59 anos, era um estreito colaborador do primeiro-ministro António Costa, primeiro como ministro-adjunto em 2015 e depois, desde 2017, como ministro da Administração Interna.