EFEBuenos Aires

A morte de Diego Maradona "não possui mais do que características naturais" e "não foram encontrados sinais de criminalidade" ou "violência" no seu corpo, disse John Broyad, procurador-geral do departamento de San Isidro (província de Buenos Aires) esta quarta-feira.

"Infelizmente, com grande dor, podemos confirmar a morte, aproximadamente às 12h locais", disse Broyad numa conferência de imprensa improvisada perto da casa onde o astro do futebol faleceu.

"Não foram observados sinais de criminalidade. Não foram observados sinais de violência. A autópsia será feita a fim de detalhar o motivo da morte. A morte não possui nada além de características naturais", acrescentou.

O procurador disse que os integrantes "mais qualificados" da polícia científica da região estão a trabalhar no caso.

Maradona, que fez 60 anos no último dia 30 de outubro, morreu na sua casa na província de Buenos Aires.

"El Pibe", treinador do Gimnasia La Plata, foi internado a 2 de novembro num hospital de Buenos Aires com anemia, desidratação e com "baixa anímica", mas ao ser submetido a exames mais detalhados, foi diagnosticado com um hematoma subdural e passou por uma cirurgia no dia seguinte.

Depois teve "alguns episódios de confusão" que os médicos que o atenderam associaram a "um quadro de abstinência".

Maradona ficou internado por nove dias e teve alta a 11 de novembro.

A imprensa argentina atribuiu a morte a uma paragem cardiorrespiratória.