EFELisboa

Portugal vota esta quinta-feira renovar o estado de emergência durante outros 15 dias para prolongar o confinamento e já pensa no seu futuro fim, que ainda não tem data mas que deverá ser por fases e baseado em "dados objetivos", segundo pediu o presidente, Marcelo Rebelo de Sousa.

Rebelo de Sousa enviou na noite de quarta ao Parlamento o seu decreto para renovar o estado de emergência entre 2 e 16 de março, que será submetido esta quinta a votação na Câmara, onde conta com apoio suficiente para ser aprovado.

No texto, que não inclui medidas adicionais a respeito do anterior, Rebelo de Sousa defende que "o futuro desconfinamento deve ser planeado por fases, baseado nas recomendações dos especialistas e em dados objetivos, como a matriz de risco, com mais testes e rastreamento, para que tenha sucesso".

Desconhece-se por agora o começo desde desconfinamento, mas as previsões apontam que o confinamento, em vigor desde 15 de janeiro, se mantenha pelo menos durante todo o mês de março.

Para tal, o Parlamento terá que votar numa nova extensão dentro de duas semanas, já que a Constituição Portuguesa apenas permite renovar o estado de emergência em períodos de 15 dias.

O único que o Governo socialista português deixou claro, até ao momento, é que as escolas serão as primeiras a abrir, para que as crianças possam retomar o ensino presencial.

CURVA A BAIXAR

A curva de contágios em Portugal caiu drasticamente nas últimas semanas. O país passou esta quarta-feira a marca de 800.000 casos de covid-19 desde o início da pandemia.

A devastadora terceira vaga deixou picos de mais de 16.000 contágios e mais de 300 mortos diários, números longe dos desta semana: ontem houve cerca de 1.500 contágios e 50 mortes.

Também se sente alívio nos hospitais, onde ainda há mais de 2.700 pacientes, 567 nos cuidados intensivos.

A pandemia de coronavírus deixa desde março 16.136 falecidos em Portugal.