EFEBruxelas

Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo e Portugal vão dividir os 83 migrantes do Open Arms, que desembarcaram na noite passada na ilha de Lampedusa, no sul de Itália, informou a Comissão Europeia esta quarta-feira.

Os cinco países irão enviar a Itália equipas especializadas para registar e entrevistar os imigrantes. Será verificado se eles têm família em algum país da União Europeia (UE) ou se já solicitaram asilo anteriormente.

A Roménia, que também se tinha oferecido para receber migrantes do Open Arms, não vai participar na repartição porque os restantes países já cobrirão as necessidades, mas a oferta ficará reservada para uma próxima ocasião.

Os cinco Estados-membros que vão participar na distribuição irão anunciar o número de imigrantes que receberão e decidirão como será feita a mudança desde Itália.

A porta-voz da Comissão Natasha Bertaud afirmou esta quarta-feira que o órgão está pronto para dar início à realocação dos migrantes.

"Agora estamos prontos para começar a coordenar o processo de realocação e proporcionar um apoio operacional às autoridades italianas no terreno, em Itália", disse Bertaud na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia.

Como o desembarque aconteceu na madrugada da quarta-feira, ainda não foi possível dar início a esses procedimentos, segundo as fontes consultadas.

As equipas da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas (Frontex) e do Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo (EASO) darão suporte às autoridades italianas para processar as solicitações de asilo e outras tarefas.

A União Europeia tinha repetido nos últimos dias que estava preparada para exercer esses trabalhos, mas que não poderia começar até que as pessoas fossem desembarcadas.

A porta-voz comunitária não se quis pronunciar sobre a possibilidade de Espanha sancionar a ONG Open Arms por resgatar migrantes, já que o navio da organização não possuía licença para essa atividade. Segundo Bertaud, a decisão depende das autoridades nacionais.