EFEBarcelona (Espanha)

Partidários da unidade da Espanha realizam uma manifestação este domingo em Barcelona para mostrar que parte da população da Catalunha não é independentista, um dia após novos confrontos entre a polícia e separatistas.

O ato, que pede o fim do processo independentista na região, contou com a participação de dirigentes do Partido Socialista (PSOE), do presidente do governo do país, Pedro Sánchez, do Partido Popular (PP) e do Ciudadanos.

O partido de extrema-direita Vox também contou com representantes, embora a organização do protesto tenha garantido que não houve convite formal a este grupo.

Entre as figuras mais notórias na manifestação estão o ministro dos Negócios Estrangeiros e futuro chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, e o ex-primeiro-ministro francês Manuel Valls, atualmente vereador na câmara municipal de Barcelona.

O ato é marcado pelo grande número de bandeiras de Espanha e da comunidade autónoma da Catalunha.

Ontem, agentes da Mossos d'Esquadra, a polícia regional da Catalunha, entraram em confronto com um grupo de manifestantes radicais que foram até à sede da Chefia da Polícia Nacional em Barcelona para protestar contra a atuação das forças de segurança durante as manifestações da semana passada.

No fim da tarde, cerca de 10 mil pessoas, segundo a Guarda Urbana de Barcelona, estavam reunidas no local, convocadas pelos chamados Comités de Defesa da República, após outro protesto pela independência da região que terminou sem incidentes.

Ao todo, 25 agentes das forças de segurança ficaram feridos, um deles em estado grave, segundo informações oficiais.

As cenas de violência marcaram o final de um novo dia de protestos que se desenvolvia de forma pacífica até então. Os independentistas voltaram a pedir a liberdade dos líderes catalães presos por ordem do Supremo Tribunal de Espanha.