EFE

Bruxelas

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, afirmou esta quinta-feira que a Aliança está disposta a integrar a Finlândia de forma "rápida" caso solicitar a adesão, ideia apoiada recentemente pelos dirigentes do país nórdico.

"Acolho com satisfação a declaração conjunta do presidente (finlandês, Sauli) Niinistö e da primeira-ministra, (Sanna) Marin apoiando a solicitação de entrada na NATO sem demora", indicou Stoltenberg numa mensagem à imprensa, na qual ressaltou que as portas da Aliança Atlântica "estão abertas".

Stoltenberg enfatizou que a escolha de aderir à NATO é uma "decisão soberana da Finlândia, que a NATO respeita plenamente".

"Se a Finlândia decidir candidatar-se à adesão, será bem-vinda na NATO, e o processo de adesão será suave e rápido", afirmou.

O político norueguês salientou que a Finlândia é "um dos parceiros mais próximos" da aliança, assim como "uma democracia madura, membro da União Europeia e um importante contribuinte para a segurança euro-atlântica".

"Concordo com o presidente Niinistö e a primeira-ministra Marin que a adesão à NATO fortaleceria a segurança tanto da NATO quanto da Finlândia", disse o secretário-geral.

Niinistö e Marin expressaram esta quinta o seu apoio à entrada da Finlândia na NATO, uma decisão histórica que rompe com mais de oito décadas de não-alinhamento.

Os ministros da Defesa dos países da NATO vão-se reunir este fim de semana em Berlim para preparar a cimeira dos líderes da aliança, que será realizada em Madrid no final de junho, e a possível adesão da Finlândia pode entrar nos temas do dia.

A Rússia já tinha ameaçado a Finlândia e outros países de desistirem de qualquer tentativa de aderir à NATO, algo que também tentou dissuadir na Ucrânia com a sua invasão do país.

A aliança, por sua vez, sempre argumentou que a decisão de adesão cabe exclusivamente aos 30 membros e a cada país interessado e rejeitou qualquer interferência da Rússia.