EFECaracas

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assinou na quinta-feira uma carta aberta dirigida ao povo dos Estados Unidos, na qual pede a paz no seu país e que o presidente americano, Donald Trump, tire as suas "mãos" da Venezuela.

"Acabo de assinar pela paz, acabo de assinar pela soberania sagrada da Venezuela em apoio ao direito à independência, à autodeterminação", disse, após assinar a carta num ato com simpatizantes no centro de Caracas.

Maduro, no poder desde 2013, enfrenta o desafio do presidente do Parlamento, Juan Guaidó, que há 15 dias disse ter assumido os poderes do Executivo como presidente interino, perante a "usurpação" que, considerada, é feita pelo líder chavista.

No entanto, Maduro classificou esta iniciativa de um "show", ao mesmo tempo que acusou os Estados Unidos de a promover para propiciar uma mudança de regime no país sul-americano.

Nesse sentido, o governante alerta aos americanos na carta de que "os próximos dias vão definir o futuro dos nossos países entre a guerra e a paz".

"Os seus representantes em Washington querem enviar às nossas fronteiras o mesmo ódio que enviaram ao Vietname, querem invadir a Venezuela como fizeram então em nome da liberdade", acrescenta o documento.

Os Estados Unidos, que foram o primeiro país a reconhecer Guaidó como presidente interino, lideram uma coligação de países que vai levar ajuda humanitária para a Venezuela desde a Colômbia, Brasil, e uma ilha do Caribe que ainda não foi anunciada.

Maduro afirmou que a Venezuela não precisa dessa ajuda, e rejeita recebê-la com o argumento de que tal poderia levar a uma invasão armada para produzir uma mudança de governo.