EFEGenebra

A 73ª assembleia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou esta terça-feira que se avalie no futuro a sua gestão da pandemia da COVID-19 de forma "imparcial, independente e completa", no meio de críticas de países como os Estados Unidas referentes às decisões tomadas pelo organismo na crise sanitária.

A avaliação é o último ponto de uma resolução apresentada pela União Europeia, México, Austrália, Japão, Rússia, Índia ou Brasil, entre outros atores da comunidade internacional.

O texto pede rever, entre outros pontos, "as ações da OMS, as suas respostas no tempo durante a pandemia e as suas recomendações na prevenção, preparação e melhoria da capacidade de resposta".

No encerramento da assembleia, que pela primeira vez teve que ser realizada de forma virtual, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirmou que esta avaliação vai começar assim que possível, embora anteriormente tenha dito que por agora era necessário centrar-se na luta contra a pandemia.

"Damos as boas-vindas a qualquer iniciativa que fortaleça a segurança sanitária global e fortaleça a OMS, que como sempre está firmemente comprometida à transparência, à adoção de responsabilidades e a melhoria contínua", disse hoje.

Washington acusou repetidamente a OMS de erros na sua gestão da pandemia por não duvidar das primeiras informações vindas da China, país de origem do coronavírus.

Isto levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a congelar a contribuição do seu país ao financiamento do organismo.