EFEGenebra

A pandemia do coronavírus está a acelerar, e os Estados Unidos estão-se a tornar no foco central com a rapidez dos contágios que são registados no país, um ritmo quase tão rápido como o da Europa, segundo indicou esta terça-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Estamos a ver uma grande celeridade na propagação de casos nos Estados Unidos", afirmou a médica e porta-voz do órgão, Margaret Harris, em conferência de imprensa.

"O maior impulsionador continua a ser a Europa, mas também os Estados Unidos, num conjunto que representa 85% dos casos globais nas últimas 24 horas. E destes 85%, cerca de 40% ocorreram nos EUA", completou a especialista.

De acordo com o mais recente balanço divulgado pela OMS, quase 335.000 pessoas foram infetadas e 14.652 morreram. A representante, no entanto, lamentou que os números irão aumentar "consideravelmente" já nas próximas horas na nova atualização.

Harris lembrou que a última epidemia do planeta tinha sido a do ébola, na África Ocidental. Durante dois anos foram registadas 11.000 mortes pela doença considerada altamente infeciosa e contagiosa.

A médica destacou esta terça-feira que o coronavírus só circula há três meses, depois de ter surgido em Wuhan, na China.

Os especialistas da OMS apontam que, a partir da observação da curva de contágios e mortes, é possível dizer que os números vão aumentar diariamente em diversos países do planeta.

"Serão mais numerosos até que os governos tomem medidas realmente fortes e que elas dêem frutos", avaliou Harris.

Sobre a situação de Itália, que pelo segundo dia apresentou uma ligeira redução no número de mortes, a porta-voz da OMS admitiu ser cedo para afirmar que exista, de fato, uma retrocesso no avanço do coronavírus, mas admitiu ser uma sinal esperançoso.

Para a especialista, é necessário mais três a cinco dias de queda para que seja possível uma análise mais precisa sobre a situação no país, onde até ao momento mais de 63.000 pessoas foram infetadas e 6.007 morreram.