EFEGenebra

O diretor de emergências sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, sublinhou que o positivo de COVID-19 confirmado esta terça-feira no presidente brasileiro Jair Bolsonaro mostra que "ninguém é especial, estamos todos potencialmente expostos e somos todos igualmente vulneráveis".

"Desejamos-lhe uma recuperação rápida e completa", acrescentou o especialista irlandês, que recordou que Bolsonaro não é o primeiro líder político mundial afetado pela pandemia e que o Brasil, o segundo país mais afetado por esta, "enfrenta tempos difíceis, embora os seus números tenham estabilizado nos últimos dias.

O diretor-geral da OMS, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, acrescentou que espera que Bolsonaro desenvolva sintomas ligeiros e seja capaz de regressar em breve às suas funções executivas, mas salientou que "é importante compreender a gravidade deste vírus e compreender que nenhum país é imune".

Tedros acrescentou que a situação é preocupante não só no Brasil, "mas em toda a América Latina, onde os casos e mortes continuam a aumentar, bem como na América do Norte", embora tenha citado expressamente o Canadá como uma exceção dentro dessa gravidade, devido à menor incidência da pandemia naquele país.

Em numerosas ocasiões, Bolsonaro minimizou a severidade da COVID-19, que descreveu publicamente como uma "gripezinha", e também se mostrou relutante em usar uma máscara.

O seu país é o segundo mais afetado do planeta pela pandemia, tanto em termos do número de infeções (mais de 1,6 milhões) como de mortes (64.000), embora os números diários pareçam ter estabilizado e, segundo a OMS, o sistema nacional de saúde, apesar da pressão, não entrou em colapso.