EFEGenebra

A ONU teme que possa haver "centenas de civis mortos e feridos" após a nova onda de ataques nas províncias sírias de Idlib e Hama (noroeste do país) por parte das forças governamentais e dos seus aliados, afirmou hoje um porta-voz do organismo.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, segue com grande alarme a evolução da situação, em particular as informações sobre "ataques aéreos contra centros povoados e infraestruturas civis resultantes em centenas de civis mortos e feridos, e mais de 150.000 novos deslocados", acrescentou o porta-voz.

Pelo menos nove escolas e onze hospitais foram alvo de ataques até ao momento.

A ONU também advertiu que esta intensificação dos ataques contra as zonas desmilitarizadas localizadas em zonas rurais das províncias de Idlib e Hama pode levar a uma resposta por parte de grupos armados rebeldes, gerando um ressurgimento do conflito armado que explodiu originalmente em 2011.

O grupo rebelde melhor articulado é o formado à volta da Organização para a Libertação do Levante (Hay'at Tahrir al Sham), a ex-filial da Al Qaeda que operava na Síria e que controla amplias partes de Idlib.

Justamente essa província e outras vizinhas formam uma zona desmilitarizada negociada e amparada pela Rússia e a Turquia.

O Escritório de Direitos Humanos da ONU informou, por sua parte, que alguns grupos armados estarão a impedir muitos dos deslocados de entrar noutras zonas que controlam, em particular no distrito de Afrin (oeste de Aleppo), controlado pelos rebeldes apoiados pela Turquia.

Na guerra síria, a utilização de civis como escudos humanos foi uma constante.