EFEWashington

Um "panelaço" e a grande presença de manifestantes frente à Casa Branca desafiaram esta terça-feira (hora local) o início do terceiro dia de recolhimento obrigatório em Washington, cenário de tumultos nos protestos antirracismo dos últimos dias, que forçaram o destacamento de tropas da Guarda Nacional dos Estados Unidos.

Por volta das 19h locais (23h GMT), quando a restrição entrou em vigor no Distrito de Columbia, onde fica a capital americana, algumas pessoas começaram a bater panelas nas suas casas em resposta a uma convocatória que circulou nas redes sociais em apoio aos protestos desencadeados pela brutal morte de George Floyd, um homem negro, causada por Derek Chauvin, um polícia branco, na semana passada, na cidade de Minneapolis.

"Orgulho de fazer parte de um bairro que se preocupa! (Nos bairros de) BrightwoodPark e Petworth, os moradores estão a fazer barulho nas suas casas para protestar contra o recolhimento obrigatório e a brutalidade policial", disse um utilizador do Twitter.

Embora a grande maioria dos moradores de Washington tenha cumprido a ordem de ficar em casa, alguns milhares decidiram ficar nas proximidades da Casa Branca.

O parque na Praça Lafayette, de onde manifestantes foram dispersados pela polícia na segunda-feira com gás lacrimogéneo para que o presidente americano, Donald Trump, pudesse atravessar a praça a pé e ir a uma igreja, estava lotado quando o relógio chegou às 19h, e as pessoas presentes não pareciam dispostas a sair.