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O Parlamento britânico vai votar esta quinta-feira, pela primeira vez, uma emenda que advoga adiar o "brexit" a fim de se poder realizar um segundo referendo.

A deputada do Grupo Independente Sarah Wollaston, que recentemente deixou o Partido Conservador, foi quem apresentou esta iniciativa que, contra todas as previsões, o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, selecionou para ser submetida a votação esta tarde.

É a primeira vez que a Câmara inferior se vai pronunciar, embora de forma não vinculativa, sobre a possibilidade da realização de um segundo referendo no qual se contemplaria a opção de revogar o "brexit".

O Partido Liberal Democrata, que conta com onze deputados, avançou que vai apoiar a emenda, mas não está claro que o Partido Trabalhista vá fazer o mesmo, apesar de ter incluído a possibilidade de um referendo como política oficial.

O partido liderado por Jeremy Corbyn, por sua parte, apresentou outra emenda, que diz que o Artigo 50 deve ser prolongado de modo a dar tempo aos deputados a encontrar uma maioria para encarar o "brexit".

Além destas duas iniciativas, Bercow selecionou outra da trabalhista Hilary Benn que estabelece que quarta-feira, 20 de março, deve ser reservada para um debate que dê início ao processo de permitir aos deputados votar sobre as diferentes alternativas do "brexit".

E, em quarto lugar, escolheu a emenda apresentada pelo também trabalhista Chris Bryant, que pede que May não possa voltar a apresentar o seu pacto na Câmara dos Comuns.