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O presidente do Governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, afirmou esta sexta-feira que o número de contagiados pela covid-19 que houve realmente em Espanha desde o início da pandemia é de três milhões, embora o registo oficial aponte apenas a um milhão.

Sánchez informou do número real de pessoas infetadas desde o começo da crise em Espanha numa declaração institucional para dar conta da evolução da pandemia, que descreveu como "grave".

O número oficial de contagiados ultrapassou na passada quarta-feira o milhão de casos mas, segundo Sánchez, os estudos de seroprevalência desenvolvidos pelas instituições públicas com especialistas científicos indicam que o "número real de pessoas que estiveram infetadas ultrapassa os três milhões".

O chefe do Executivo não atualizou a informação sobre o número de mortes, 34.521 desde o início da pandemia, de acordo com os últimos dados oficiais publicados esta quinta-feira.

Sánchez reconheceu que a situação em Espanha nesta segunda vaga do vírus é "grave, muito grave", embora não comparável com a de 14 de março, quando foi declarado estado de emergência em todo o país até finais de maio.

"Mas há que evitar chegar a esse ponto", disse o chefe do Executivo, que especificou que as medidas mais apropriadas para a situação atual são as relacionadas com a redução da mobilidade e dos contactos entre as pessoas.

O objetivo, disse, é "reduzir os contágios a fim de salvar vidas, empregos e empresas" e ajudar a recuperação económica do país.

"Queremos evitar a todo o custo um novo confinamento e temos de ser disciplinados", disse Sánchez, que estabeleceu como desafio conseguir que o número médio de casos de coronavírus por 100.000 habitantes em que Espanha está agora caia até 25 por 100.000 habitantes.