EFEMadrid

O presidente do Governo interino espanhol, Pedro Sánchez, sublinhou na noite de quinta-feira que se tivesse cedido às pretensões do Unidas Podemos e tivesse aceitado ter como ministros pessoas do meio de Pablo Iglesias sem experiência em gestão "não ia dormir tranquilo".

"Eu não ia dormir tranquilo nem 95% dos cidadãos, entre eles eleitores do Podemos", disse Sánchez numa entrevista ao La Sexta, na qual assinalou que não pretende dizer "não é não" à coligação, mas ressaltou que se demonstrou que essa fórmula é "inviável".

Reiterou, no entanto, que se poderia ter com o Podemos acordos concretos sobre políticas e propostas.

Por outro lado, Sánchez prometeu que as 370 medidas com as quais propôs ao Podemos chegar a um acordo programático estarão incluídas no programa eleitoral do PSOE e anunciou também que iria criar um comité formado pela sociedade civil para avaliar o grau de cumprimento dos compromissos que adquiriu com esta.

O líder socialista assegurou que se o seu único objetivo fosse ser presidente teria aceitado a coligação, mas não quis ceder face às imposições de Iglesias, que queria pastas como as de Finanças, Segurança Social e Política Energética.

E se esses departamentos acabassem em mãos de pessoas sem experiência do meio do líder do Podemos, reiterou, não só ele, mas também a maioria da sociedade "não iria dormir tranquila".

"Eu podia ter sido presidente mas esse não é o Governo que Espanha precisa", mas sim um "estável, compacto, que não se paralise pelas suas contradições internas", ressaltou.