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O presidente do Executivo interino espanhol, Pedro Sánchez, sublinhou esta quarta-feira que espera que o PSOE consiga a 10 de novembro uma maioria "contundente" que "impeça" os outros três grandes partidos, PP, Ciudadanos (Cs) e Unidas Podemos, "bloquear" a formação de Governo.

Um dia depois da falta de acordo dos partidos ter levado o rei Felipe VI a não propor de novo candidato à investidura, levando o país a novas eleições, Sánchez e o líder do PP, Pablo Casado, tiveram um duro frente a frente com discursos que já olham para o próximo encontro com as urnas.

Casado criticou Sánchez pela sua "incapacidade mais fatwa" e a sua "inação mais solene" e acusou-o de ter brincado durante estes cinco meses com os espanhóis porque quis eleições desde o primeiro momento.

Sánchez atribuiu o bloqueio político à "falta de sentido de Estado" de Casado, a "irresponsabilidade" do presidente do Cs, Albert Rivera, e o "dogmatismo" do líder do Podemos, Pablo Iglesias.

O chefe do Executivo interino ressaltou assim que espera conseguir essa maioria contundente a 10 de novembro, enquanto Casado também apontou a essa data para assinalar que o PP estará "à altura" para poder "recuperar o rumo de uma nação" que "é demasiada" para Sánchez.