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O Supremo Tribunal espanhol (ST) condenou esta segunda-feira a 13 anos de prisão o ex-vice-presidente da comunidade autónoma da Catalunha Oriol Junqueras e a penas de até 12 anos outros oito processados como culpados de sedição e desvio no processo através do qual procuraram conseguir a independência dessa região em 2017.

Três antigos conselheiros do governo autónomo catalão foram condenados a 12 anos de prisão por sedição e desvio: Raül Romeva, Jordi Turull e Dolors Bassa; enquanto os seus colegas Joaquim Forn e Josep Turull terão que cumprir 10 anos por sedição.

A ex-presidente do Parlamento autónomo catalão Carme Forcdell foi condenada a uma pena de 11 anos e 6 meses, enquanto os líderes de associações independentistas Jordi Sánchez e Jordi Cuixart foram condenados a 9 anos de prisão, todos por um delito de sedição.

Os nove condenados, que cumprem já prisão preventiva, ficam inabilitados durante o mesmo tempo da pena de exercer qualquer cargo público.

Outros três processados que estavam em liberdade condicional foram absolvidos do delito de desvio e não recebem penas de prisão.

O Alto Tribunal julgou os doze líderes soberanistas investigados entre fevereiro e junho passados pela organização de um referendo ilegal de "autodeterminação" a 1 de outubro e uma declaração parlamentar no dia 27 a favor da independência unilateral da região da Catalunha, cancelada depois pelo Tribunal Constitucional espanhol.

A Procuradoria espanhola acusava-os de um crime de rebelião, mas a Advocacia do Estado classificou os incidentes em julgamento como sedição porque considera que não existiu violência suficiente para considerá-los rebelião.