EFEBruxelas

O consórcio farmacêutico formado pela Pfizer e a BionTech vai antecipar a entrega de 50 milhões de doses da sua vacina contra o coronavírus à União Europeia no segundo trimestre deste ano, o que irá permitir manter o objetivo de vacinar 70% da população adulta em território comunitário até ao final do verão.

"Chegamos a acordo com a BionTech-Pfizer para, mais uma vez, acelerar as entregas de vacinas: serão entregues 50 milhões de doses no segundo trimestre, começando em abril", disse a presidente da Comissão Europeia (CE) numa conferência de imprensa.

Este anúncio chega depois da companhia americana Johnson & Johnson ter interrompido as entregas das doses da sua vacina à UE para analisar possíveis vínculos com poucos casos de tromboses, o que se junta às dúvidas semelhantes e atrasos na vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford.

As entregas são um adiantamento das doses que a Pfizer tinha planeado enviar à UE no último trimestre de 2021 e permitirão aumentar em 25% o fornecimento do fármaco aos 27 face às 200 milhões de doses previstas entre abril e junho.

Através do sistema de compras conjuntas de vacinas concebido pela Comissão Europeia, a UE adquiriu um total de 600 milhões de doses do consórcio germano-americano, com um calendário de vacinação que requer duas injeções com um intervalo de cerca de 21 dias.

A Johnson & Johnson, por sua parte, tinha previsto entregar 400 milhões de doses à UE em 2021, antes de interromper o fornecimento.

"Há ainda muitos fatores que podem perturbar o calendário de entregas da vacina. É por isso importante atuar com agilidade, reagir e ajustar sempre que possível", disse Von der Leyen.

CEM MILHÕES DE VACINAÇÕES NA UE

A presidente da CE acrescentou que "a vacinação está a acelerar na Europa" e destacou que esta quarta-feira chegou-se à marca de "100 milhões de vacinas na UE", o que também significa que 27 milhões de cidadãos já estão completamente imunizados.

Von der Leyen agradeceu expressamente à Pfizer-BionTech pela sua relação com a UE, descrevendo-a como um "parceiro em que se pode confiar", que "cumpriu os seus compromissos" e é "reativa" às necessidades do bloco comunitário.

A alemã anunciou também, oficialmente, que a Comissão vai negociar com a mesma farmacêutica um contrato de 1.800 milhões de doses de vacinas de segunda geração contra a covid-19 para 2022 e 2023 de modo a "reforçar e prolongar a imunidade" e na expectativa de que possam surgir novas variantes do vírus.

A intenção do Executivo comunitário é comprar 900 milhões de doses e outras 900 milhões de opção e que as vacinas, incluindo todos os seus componentes, sejam produzidas na União Europeia.