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A farmacêutica Pfizer anunciou que a sua vacina contra a covid-19 tem uma eficácia de 95% a partir dos 28 dias depois da primeira dose, segundo um comunicado da própria companhia, que já emitiu uma primeira avaliação de eficácia há alguns dias.

Segundo o comunicado, nesta última avaliação da fase três foram identificados 170 casos confirmados de COVID-19, 162 dos quais foram detetados no grupo de placebo frente aos 8 em quem recebeu a vacina. Ao todo, mais de 41.000 pessoas participaram neste teste realizado em todo o mundo.

"A eficácia foi constante segundo a idade, género, raça e etnia", diz o comunicado da companhia, que ressalta que "a eficácia observada em adultos com mais de 65 anos foi superior a 94%".

De acordo com a empresa, os dados indicam que a vacina foi bem tolerada nos voluntários e que não foram identificados problemas graves de segurança. Os efeitos secundários identificados foram fadiga (em 3,8% dos vacinados) e dor de cabeça (2%).

A Pfizer, assim como a empresa alemã BioNTech, parceira na produção do agente imunológico, planeiam enviar nos próximos dias as conclusões dos testes clínicos para as agências reguladoras dos Estados Unidos e da União Europeia, entre outras.

A expectativa é que sejam produzidas até 50 milhões de doses de vacina neste ano, e até 1.300 milhões até ao fim de 2021, segundo a companhia americana.

O presidente e CEO da Pfizer, Albert Bourla, garantiu no comunicado que os resultados do estudo representam um "momento importante nessa histórica viagem de oito meses para apresentar uma vacina capaz de ajudar a colocar fim a esta devastadora pandemia".

"Continuamos a avançar na velocidade da ciência para recolher todos os dados conseguidos até agora e compartilhá-los com os reguladores em todo o mundo", disse o líder da empresa.

Os testes clínicos da fase 3 da vacina, designada BNT162b2, começaram a 27 de julho e contaram com participação de 43.661 pessoas.