EFEWashington

A terceira dose da vacina da Pfizer/BioNTech mostrou uma proteção de 95,6% contra infeções por covid-19 e comporta-se de maneira "segura e tolerável", informaram ambas as empresas esta quinta-feira.

A Pfizer e a BioNTech conduziram um estudo quando a variante delta, mais contagiosa, estava a crescer em todo o mundo e com pessoas que tinham recebido as duas doses anteriores 11 meses atrás.

"Esses resultados forneceram mais provas dos benefícios das doses de reforço, enquanto tentamos manter as pessoas bem protegidas contra essa doença", disse o CEO da Pfizer, Albert Bourla, num comunicado conjunto.

O estudo foi realizado numa amostra de 10 mil pessoas nos EUA, Brasil e África do Sul, metade delas com idade entre 16 e 55 anos e um quarto com mais de 65 anos.

O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse que essas descobertas mostram que, além do "acesso global às vacinas para todos, as vacinas de reforço podem desempenhar um papel importante no apoio à contenção da pandemia e no regresso à normalidade".

Este é o primeiro estudo clínico que aponta para a proteção de doses adicionais. Várias investigações já revelaram que a potência das primeiras injeções desta vacina começa a dissipar-se após seis meses.