EFELisboa

O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou esta quinta-feira que o bom ritmo de vacinação permite que as restrições de covid-19 sejam aliviadas a partir de 1 de agosto, altura em que terá início um plano de três fases que deverá concluir no próximo outubro, horizonte para a liberdade pós-pandemia.

"Creio que é o momento de poder passar à gestão da pandemia em função da taxa de vacinação", disse Costa esta quinta em conferência de imprensa ao apresentar as medidas após um conselho de ministros em Lisboa.

O caminho abre-se, explicou, devido ao impacto favorável da vacinação, que permitiu uma "diferença gigantesca" entre a actual quarta vaga de covid no país, impulsionada pela variante delta, e a devastadora terceira vaga que levou Portugal ao limite em janeiro.

De um máximo de 300 mortes em janeiro passou-se a um máximo de 20 no pico da quarta vaga em julho; de mais de 700 pacientes em cuidados intensivos no inverno para pouco mais de 200 agora.

Tudo devido às vacinas, afirmou Costa, que se vai apoiar nestas para abrir o país uma vez imunizadas três percentagens chave da população, com as quais cada fase terá início: 57%, 75% e 85%.

As mudanças começam este domingo, quando as regras serão unificadas em todo o território nacional (até agora diferiam de acordo com a incidência de covid no município) e serão eliminadas "genericamente limitações horárias", devolvendo o comércio e restaurantes à vida normal, com limite até às duas da madrugada.

Para entrar em restaurantes aos fins de semana e feriados, em ginásios, eventos culturais e desportivos e casinos será ainda necessário apresentar um certificado digital ou teste negativo.

No dia 1 arranca também a primeira das três fases para aliviar as restrições, porque até lá 57% da população portuguesa estará "completamente vacinada".

O recolher obrigatório a partir das 23h00 agora imposto nos municípios com maior incidência, incluindo Lisboa, Porto e Faro, terminará; serão permitidos eventos públicos desportivos e culturais, estes últimos com uma capacidade máxima de 66%, os casamentos passarão a 50% e o teletrabalho deixará de ser obrigatório para recomendado.

A fase dois vai arrancar quando 70% da população estiver imunizada, o que se espera que aconteça no início de setembro, quando deixará de ser obrigatório usar uma máscara na rua e a capacidade será aumentada para casamentos e batizados (75%) e eventos culturais (70%).

Para chegar à fase três será preciso vacinar 85% da população, o que Costa prevê que seja alcançado até outubro, quando os bares e discotecas abrirem -com um certificado ou teste negativo exigido- e os restaurantes deixarem de impor um limite ao número de comensais por mesa, e a capacidade máxima noutros locais será eliminada.

As datas específicas das fases dois e três não foram fixadas devido à imprevisibilidade da pandemia e no caso de haver mais "sobressaltos" na entrega de vacinas, embora o primeiro-ministro tenha avisado que, no caso de uma aceleração, o fim das restrições poderá até ser antecipado.