EFELisboa

Portugal regressou esta segunda-feira ao trabalho presencial após três semanas de teletrabalho obrigatório, mas o Governo aconselha, sempre que possível, realizar a jornada laboral desde casa para evitar a expansão do vírus.

O país, com 10,3 milhões de habitantes, registou na semana passada máximos de contágios diários que rondaram os 40.000, o valor mais elevado desde o início da pandemia a março de 2020.

O alívio das restrições chega também à diversão noturna, com a reabertura de bares e discotecas, que exigem um teste negativo à entrada. Além disso, foi levantada a proibição de consumir bebidas alcoólicas na via pública.

Nas lojas mantém-se a limitação de uma pessoa por cada cinco metros quadrados.

Para aceder a grandes eventos ou estádios desportivos é necessário apresentar um teste negativo ou documentação de ter recebido a terceira dose da vacina há pelo menos catorze dias.

TESTE NEGATIVO PARA CHEGAR A PORTUGAL EM AVIÃO

Ao contrário das outras medidas, a restrição de apresentar um teste negativo para chegar a Portugal em avião continua em vigor até 9 de fevereiro.

Nas fronteiras terrestres, por sua vez, as autoridades podem efetuar controlos aleatórios para comprovar que os viajantes têm o certificado digital, necessário para entrar em Portugal.

VINTE MILHÕES DE VACINAS

Desde o início do processo de vacinação, Portugal já inoculou um total de vinte milhões de doses, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

8,7 milhões de pessoas têm a vacinação completa -85% da população-, enquanto 3,7 milhões já receberam a dose de reforço.

Cerca de 300.000 crianças entre 5 e 11 anos, de um grupo total de 650.000, já receberam a vacina.

Portugal registou até agora 1.884.974 positivos e 19.303 mortes por covid-19.

O país tem uma incidência a catorze dias por cada cem mil habitantes de 3.813 e o número de hospitalizados tem estado a aumentar desde meados de dezembro, até aos 1.813 atuais, 168 dos quais se encontram nos cuidados intensivos.

A Ómicron é a variante dominante em Portugal, presente em mais de 90% dos casos, e os especialistas calculam que pico poderá ser atingido durante este mês de janeiro.