EFELisboa

Mais de meio milhar de bombeiros combatem esta quinta-feira um incêndio florestal declarado na Covilhã, no centro de Portugal, que se reativou depois de ter sido controlado durante a manhã e que já queimou mais de mil hectares.

Fontes da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) explicaram à EFE que na manhã de quinta, quando o incêndio foi dado como dominado, tinha arrasado cerca de 1.000 hectares, pelo que a previsão é que já tenha ultrapassado esse valor.

O fogo começou na tarde de quarta-feira perto de Sobral de São Miguel -uma das "Aldeias de Xisto", uma rede de pequenas aldeias caracterizadas pela sua arquitetura à base desta pedra- e foi controlado esta quinta, mas sofreu depois várias reativações.

Mais de 500 bombeiros, apoiados por uma dezena de meios aéreos e mais de 150 veículos de extinção terrestre, trabalham para sufocar o incêndio, que conta com uma frente ativa, com quatro setores.

"Vai-nos dar muito trabalho", explicaram desde a ANEPC, já que a orografia acidentada do terreno impede o avanço das equipas terrestres, cujos trabalhos estão também a ser dificultados pelo vento.

Embora de momento não tenha sido necessário efetuar qualquer evacuação preventiva e não tenham sido identificados danos materiais, existem várias pequenas aldeias e casas perto da área afetada, e foi preparado um dispositivo com a Câmara Municipal da Covilhã para o caso de ser necessário retirar alguns moradores.

O centro de Portugal já sofreu um grande incêndio no passado fim de semana na cidade de Oleiros, a cerca de 60 quilómetros ao sul de Sobral de São Miguel, que demorou três dias a controlar e queimou cerca de 6.000 hectares.