EFELisboa

Portugal cumpre esta terça-feira um ano desde que o coronavírus foi detetado no país, com um saldo de 16.389 mortes e 805.647 contágios e atualmente confinado para poder ultrapassar a terceira vaga, o momento mais duro da pandemia para os portugueses.

Foi a 2 de março de 2020 que o Governo português confirmou o primeiro caso de covid em território nacional: um homem de 60 anos que tinha estado de férias no norte de Itália.

Doze meses depois, Portugal tem mais de 16.389 mortes e 805.647 casos, números que dispararam sobretudo em janeiro, durante a terceira vaga.

A pandemia no país tem piorado progressivamente desde a primavera de 2020. Na primeira vaga, Portugal foi elogiado pelos seus reduzidos indicadores, ao não passar das 37 mortes e meia centena de contágios por dia, dados que se foram agravando no outono, na segunda vaga, com um pico diário de 98 mortes e mais de 6.000 contágios.

Mas o pior impacto chegou na terceira vaga, no início de 2021, levando o país a números recordes na pandemia, com cerca de 300 falecidos e mais de 16.000 contágios em 24 horas.

O confinamento regressou no dia 15 desse mês para evitar o colapso dos hospitais, situação na qual os portugueses irão ficar até pelo menos ao próximo dia 16 de março.

EXPECTATIVA COM O DESCONFINAMENTO

Antes dessa data, a 11 de março, será apresentado um plano de desconfinamento sobre o qual o Governo não adiantou detalhes, apenas confirmando que será gradual e que as escolas vão ser as primeiras a reabrir.

A espera é vivida com expectativa em Portugal, que melhorou todos os seus indicadores.

O dado chave que se procura diminuir antes de se abordar a abertura é o de hospitalizados, que atualmente é de 1.997 pacientes covid, 446 dos quais nos cuidados intensivos.