EFELisboa

O Governo português declarou a situação de alerta em todo o território continental do país desde o final da tarde deste domingo até ao final da terça-feira devido às previsões meteorológicas, que apontam a um elevado risco de incêndios florestais nos próximos dias.

A declaração foi assinada pelos ministros da Administração Interna, Eduardo Cabrita, do Ambiente e Ação Climática, João Matos Fernandes, e Defesa, João Gomes Cravinho, face à necessidade de "adotar medidas preventivas e especiais de reação frente ao risco de incêndio máximo e muito elevado previsto", apontam em comunicado.

A declaração da situação de alerta, idêntica à já emitida em julho também por altas temperaturas, estará em vigor desde as 20.00 (19.00 GMT) deste domingo até às 23.59 (22.59 GMT) da terça-feira.

A sua função é preparar as equipas de prevenção, combate e socorro para que sejam rapidamente mobilizadas em caso de necessidade.

Neste sentido, prevê um reforço dos meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhas dissuasoras de comportamentos e de apoio à proteção e socorro, bem como a rápida mobilização das equipas de emergência médica, saúde pública e apoio psicossocial.

Também mantém permanentemente mobilizados as equipas de bombeiros florestais e o Corpo Nacional de Agentes Florestais e Vigilantes da Natureza, que se encarregam da patrulha das florestas.

Além disso, a Força Aérea deve pôr à disposição os seus meios aéreos para que possam apoiar o combate às chamas caso seja preciso.

Durante a situação de alerta ficam proibidos as fogueiras e queima de restos, trabalhos em espaços florestais ou rurais com maquinaria, fogos artificiais e outros artigos pirotécnicos e o acesso e circulação pelos espaços incluídos nos planos municipais de defesa contra os incêndios.

Portugal é um dos países europeus mais afetados pelos incêndios florestais, e no ano passado arderam mais de 40.000 hectares de floresta.